domingo, 9 de agosto de 2020

Arsenal – Jovens Gunners

Você sabe quem é o jogador mais novo a entrar em campo pelos Gunners na história? E na Premier League? E em competições europeias? E na velha First Division?

Abaixo vocês saberão os nomes e os detalhes das partidas históricas – e dos jovens históricos - dos Gunners.

Boa leitura.

1. Cesc Fabregas em ação durante a partida com o Rotherham United (Site Arsenal)

Cesc Fabregas, nascido em 4 de março de 1987, é o mais jovem jogador do Arsenal a fazer sua estreia pelo time principal quando, com 16 anos e 177 dias, ele entrou em campo no empate por 1 a 1 contra o Rotherham United pela Terceira Rodada da League Cup no dia 28 de outubro de 2003.

Os Gunners venceram o confronto nas disputas de pênaltis por 9 a 8 e se classificaram para a fase subsequente do torneio.

Jack Wilshere, nascido em 1º de janeiro de 1992, é o mais novo jogador do Arsenal a estrear numa partida de Premier League quando, com 16 anos e 256 dias, entrou em campo naquele 13 de setembro de 2008, contra o Blackburn Rovers em Ewood Park, uma vitória dos visitantes por 4 a 0, substituindo Robin van Persie aos 84 minutos.

Os gols do Arsenal foram marcados por Robin van Persie e Emmanuel Adebayor, que marcou um hat-trick naquela tarde.

2. Jack Wilshere em ação contra os Rovers (Stuart MacFarlane)

Wilshere também é o mais novo estreante do Arsenal em partidas europeias quando, com 16 anos e 329 dias, ele substituiu Carlos Vela aos 77 minutos no confronto contra o Dynamo Kiev pela Champions League em 25 de novembro de 2008.

Os Gunners venceram o confronto pela contagem mínima, gol de Nicklas Bendtner.

Já pela velha First Division, o recorde de mais novo jogador dos Gunners a entrar em campo pertence a Gerry Ward, nascido em 5 de outubro de 1936, ele fez sua estreia na partida contra o Huddersfield Town, com 16 anos e 317 dias, em 22 de agosto de 1953, um empate sem gols em Highbury.

3. Gerry Ward fotografado em 22 de agosto de 1959 em Highbury (Getty Images)

Stewart Robson, nascido em 6 de novembro de 1964, detém o recorde de jogador mais jovem a entrar em campo pela FA Cup quando ele jogou contra os Spurs no dia 2 de janeiro de 1982.  

Ele tinha 17 anos e 55 dias e os Gunners foram derrotados por 1 a 0 em partida válida pela Terceira Rodada da FA Cup. *

* Arsenal Companion: Gunners Anedoctes, History, Trivia, Facts and Figures - Paul Donnelley ©.

4. Stewart Robson fotografado em agosto de 1985 em Highbury (Getty Images)

Tradução: Sandro Pontes

sábado, 8 de agosto de 2020

Único time inglês que venceu a European Cup (Champions League) mais vezes do que o seu campeonato nacional

O Forest, que surpreendeu o mundo do futebol inglês quando conquistou a Division One na temporada 1977-78.

Contudo, surpresa maior aconteceria nas duas próximas temporadas quando os surpreendidos não foram somente os ingleses, mas todos os europeus, quando o Forest conquistou a European Cup na primeira tentativa e a reteve na seguinte.

Esta façanha deixa o Forest numa posição única na Inglaterra, por ter mais conquistas internacionais do principal torneio da Europa do que triunfos na sua Liga nacional

Maiores detalhes abaixo.

Boa leitura.

1. Pôster do time do Forest campeão da Division One na temporada 1977-78 (Pinterest)

O Nottingham Forest de Brian Clough, o único clube da Football League que não era uma companhia limitada, conquistou o seu único, até hoje, título de Liga na temporada 1977-78, na primeira temporada do clube na divisão principal após uma ausência de cinco anos.

A temporada seguinte foi a primeira do clube na European Cup e o Forest a conquistou quando bateu os suecos do Malmö pelo placar mínimo, um gol de cabeça marcado por Trevor Francis, o atacante de £1 milhão pagos ao Birmingham City.

2. Trevor Francis cabeceando para vencer o goleiro Jan Moller e imortalizar o seu nome - e do Forest - na história da European Cup (Getty Images)

A temporada seguinte, 1979-80, viu o Forest se tornar o sétimo clube a conseguir reter a posse do troféu, quando bateu o Hamburg SV, novamente pela contagem mínima, num chute, desferido por John Robertson, que fugiu do alcance do goleiro germânico aos 21 minutos.

Clough declarou após a partida em Madri: “as probabilidades estava todas contra nós, mas disputamos um dos melhores 90 minutos da nossa história! Absolutamente maravilhoso!”

3. John Robertson chutando para marcar o que seria o gol do bicampeonato do Forest (Getty Images)

Ficha técnica da final no Santiago Bernabéu:

Hamburg SV  0 Nottingham Forest 1 (John Robertson)

European Cup

Local: Santiago Bernabéu, Espanha

Data: 28 de maio de 1980

Público: 50.000

Hamburg SV: Rudi Kargus, Ivan Buljan, Peter Nogly (capitão), Ditmar Jakobs, Manfred Kaltz, Holger Hieronymus (Horst Hrubesch), Felix Magath, Caspar Memering, Kevin Keegan, Willi Reimann, Jürgen Milewski.      

Nottingham Forest: Ray Clemence, Alan Hansen, Phil Neal, Phil Thompson, Alan Kennedy, Alan Kennedy, Sammy Lee, Sammy Lee, Terry McDermott, Graeme Souness, Kenny Dalglish (Jimmy Case), David Johnson. *

* Firsts, Lasts and Onlys - Paul Donnelley ©.

4. Capa do programa oficial da final da European Cup de 1980 (eBay)

Tradução: Sandro Pontes

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Tottenham Hotspur – Classe mundial

Dois argentinos, um inglês, um alemão e um francês constam da lista de privilegiados que conquistaram a medalha de vencedor da copa do Mundo por suas seleções nacionais e já vestiram a camisa dos Spurs (um ainda veste)!

Um já foi descrito como um “jogador a frente dos eu tempo”, outro se considera, sem falsa modéstia porque realmente foi, a melhor contratação da história de White Hart Lane.

Um deles fez um dos gols mais espetaculares da história do futebol inglês, enquanto o outro superou uma grande rejeição que beirava à xenofobia com gols, muitos gols!

E o último é o pilar da defesa do time, capitão no clube e na sua seleção!

Como o livro, de onde foi traduzida a maior parte da matéria, é de 2012, os dados do campeão mundial mais recente, lforam retirados da Wikipedia na sua versão em língua inglesa.

Conheçam maiores detalhes destes cinco jogadores fabulosos da história dos Spurs lendo o texto abaixo.

Boa leitura.

1. Martin Peters em ação durante a final da Copa de 1966 contra a Alemanha, onde faria um dos gols da decisão (Getty Images)

Os cinco campeões de Copa do Mundo que já jogaram ou jogam pelos Spurs

Martin Peters, Inglaterra 1966

Descrito por Ron Greenwood, seu treinador da época de West Ham United, como sendo um jogador “dez anos à frente do seu tempo”, Peters se mudou do leste de Londres para se juntar aos Spurs em março de 1970 pelo, então, valor recorde de £200.000 (com Jimmy Greaves indo para os Hammers como parte do acordo)

Peters fez 260 aparições e marcou 76 gols pelos Lillywhites.

2. Martin Peters ergue a taça da League Cup após os Spurs terem batido o Norwich City por 1 a 0 em Wembley para conquistar o troféu. Em pé: (esquerda para a direita): Cyril Knowles, Pat Jennings, Peters, Steve Perryman e o treinador Bill Nicholson. Agachados (esquerda para a direita): Joe Kinnear, Jimmy Pearce e Phil Beal (Getty Images)

O muito talentoso meio-campista, que deu origem ao tributo de Greenwood, se adaptou muito bem em White Hart Lane e conquistou uma medalha de campeão da Uefa Cup e duas da League Cup antes de se transferir para o Norwich City em fevereiro de 1975 por £40.000 como parte da limpeza promovida pelo treinador Terry Neill.

Entretanto a decisão de Neill se mostrou prematura, pois Peters viria a jogar adicionais 232 partidas e marcar 50 gols com a camisa do Norwich City.

No total Peters fez 67 aparições (quatro como capitão) com os Three Lions, marcando 20 gols, sendo o mais famoso deles o “outro” gol da final da Copa do Mundo de 1966.

Em 1998, após uma carreira bem-sucedida nos negócios, ele retornou ao Tottenham para se juntar à diretoria como um diretor não executivo (um cargo administrativo).

3. Ossie Ardiles em ação contra Rob Rensenbrink durante a final da Copa do Mundo de 1978 contra a Holanda (Getty Images)

Osvaldo Ardiles, Argentina 1978

Com apenas 1,70m e pesando apenas 62 quilos, Ossie Ardiles parecia mais com o advogado que ele estudou para se formar do que o extraordinário jogador profissional que ele foi, mas em dois períodos nos Spurs ele se tronou uma das lendas mais genuínas da história do clube.

Ardiles foi o ponto de apoio do meio de campo do time campeão mundial de Cesar Menotti e emergiu como um dos primeiros e mais bem-sucedidos estrangeiros do futebol britânico.

Ossie fez 293 aparições pelos Spurs e marcou 25 gols durante duas passagens pelos Lillywhites entre 1978-82 e 1983-88, com um intervalo emprestado ao Paris Saint Germain, por causa da Guerra das Malvinas (ou Falklands War, na visão inglesa).

Josè Ardiles, um primo de Ardiles e tenente de voo e piloto da força aérea argentina, foi morto em confronto.

Tommy Smith, ex defensor do Liverpool, foi um dos tradicionais duros defensores ingleses que salivou com a perspectiva de intimidar fisicamente o diminuto Ardiles, declarando: “ele não pode esperar que não façamos faltas nele porque ganhou a Copa do Mundo com a Argentina”.

4. Ossie Ardiles domina a bola observado por Gerry Gow do Manchester City, durante o replay da final da FA Cup de 1981 em Wembley (Getty Images)

Rapidamente, contudo, os oponentes viram que eles estavam lidando com um autêntico jogador de classe mundial e que, tentar tomar a bola de Ardiles era, como disse Joe Royle, o ex-herói do Everton, “tentar parar a areia”.

A filosofia de futebol de Ardiles harmonizou-se com o lema de glórias do Tottenham: “eu nunca vou abrir mão dos meus ideais, esteja em qual divisão que estiver”, ele disse ao assumir o comando técnico do Swindon Town.

Eu digo aos garotos para jogar como o Pelé”, não é o tipo de instrução, imagine você, que foi ouvida frequentemente em County Ground.

Apesar de ter se tornado um treinador inspirador, Ossie não era avesso aos holofotes.

Questionado se pensava que Jürgen Klinsmann havia sido a maior contratação da história do Tottenham, Ardiles respondeu ironicamente: “Não, fui eu!”.

Muitos torcedores do Tottenham concordam totalmente com esta colocação.

5. Ricky Villa faz uma falta no brasileiro Chicão durante a partida entre as duas seleções na Copa do Mundo de 1978 em Rosário. A partida terminou empatada em 0 a 0 (Getty Images)

Ricardo Villa, Argentina 1978

Ricky Villa não durou tanto tempo em White Hart Lane como o seu compatriota, partindo do clube em 1983 após 168 aparições e 25 gols, tampouco ele foi uma unanimidade entre os torcedores dos Spurs.

Anterior à sua chegada em julho de 1978, após ter feito duas entradas como substituto na campanha da conquista da Copa do Mundo pelos argentinos, um comentarista realçou uma deslealdade de Villa, observando que este não era o tipo de comportamento “que as pessoas gostariam de ver no futebol inglês”.

Tal miopia foi esquecida com o lance de habilidade, força e firmeza com a condução da bola que ele mostrou no gol vencedor da final da FA Cup de 1981, Villa criou uma marca indelével como herança no futebol inglês.

6. Ricky Villa prestes a marcar um dos gols mais espetaculares da história dos Spurs e do futebol inglês (Getty Images)

“Eu sempre fico impressionado com a reação das pessoas quando eu volto à Inglaterra – eu sou mais reconhecido aqui do que na Argentina!”, disse Villa no evento de aniversário de 25 anos da final de 1981.

“Sou parado nas ruas e todos querem falar sobre o gol que eu marquei há muito tempo atrás, mas nunca fico farto disto! É fenomenal que todo mundo relembra deste momento maravilhoso da história do clube. Onde quer que eu vá na Inglaterra, as pessoas me reconhecem e eles sempre dizem: Eu vi o seu gol e ele é fantástico!

“E não são somente torcedores dos Spurs, tem os do Manchester United, do Liverpool e até do Arsenal. Isto realmente significa muito para mim. É uma grande honra ter feito parte da história do futebol inglês!”

7. Jürgen Klinsmann tenta tomar a bola de Diego Maradona durante a final da Copa do Mundo de 1990 na Itália (Getty Images)

Jürgen Klinsmann, Alemanha 1990

Como alemão, Klinsmann nunca seria, naturalmente, muito popular dos jogadores entre alguns torcedores e jornalistas ingleses xenófobos, ainda mais pelo fato dele ter a fama de ser um jogador que se atirava (mergulhava), o antagonismo ficou mais evidente.

Mas apesar disso apenas poucos jogos depois de chegar em Londres, “Klinsi” ganhou a admiração até dos seus críticos mais ferrenhos.

Klinsmann foi contratado junto ao AS Monaco em 29 de julho de 1994 por £2 milhões.

A contratação se deu no principado, especificamente a bordo do luxuoso iate Louisiana do presidente Alan Sugar, que o contrato foi firmado.

A aquisição trouxe ecos das grandes contratações que trouxeram Ardiles e Villa para o norte de Londres e revigoraram o clube que estava tropeçando em pífias campanhas de meio de tabela e abalado por escândalos, deduções de pontos na Liga e punições fora de campo decorrentes de pagamentos irregulares feitos pelo clube nos anos 1980s.

Na mesma época se juntou ao clube o romeno Ilie Dumitrescu e, ao lado de Teddy Sheringham, Nick Barmby e Darren Anderton, Klinsmann se tornou a figura central no que o treinador Ossie Ardiles definiu como o “ataque dos cinco famosos”.

8. A celebração de Jürgen Klinsmann após marcar o gol dos Spurs contra os Owls em Hillsborough em agosto de 1994 (Getty Images)

Em seu primeiro jogo, contra o Sheffield Wednesday em 20 de agosto de 1994, Klinsmann teve uma atuação primorosa onde demonstrou toda a arte do ataque e estabelecendo uma empatia instantânea com Sheringham, além de dar belos passes para os companheiros de equipe que produziram um excitante vitória por 4 a 3, antes de ele levar 11 pontos por um corte no lábio, em decorrência de um lance de jogo.

Klinsmann marcou o quarto gol dos Spurs através de um potente cabeceio e então agiu como um profissional de relações públicas muito competente, quando correu em direção da torcida e comemorou mergulhando no gramado, fazendo a sua rejeição despencar rapidamente.

Até os torcedores do Sheffield Wednesday aplaudiram!

Apesar do breve alvoroço no clube, quando Ossie Ardiles foi demitido em novembro e substituído por Gerry Francis, Klinsmann marcou fabulosos 29 gols na temporada.

Ainda que os seus sonhos de conquista de uma FA Cup tenha terminado em desilusão, com os Spurs tendo sido batidos por 4 a 1 pelo Everton nas semifinais da competição, o seu impacto foi enorme em White Hart Lane.

Eles e foi como uma nuvem, exercendo o seu direito de permanecer apenas uma temporada no clube e enfurecendo o presidente Alan Sugar que, numa entrevista para a ITV, jogou uma camisa de Klinsmann num repórter e declarou furiosamente: “eu não lavaria o meu carro com esta camisa!”

Dois anos depois, entretanto, Klinsi estava de volta, emprestado por seis meses, e marcou nove gols em 15 aparições que ajudaram a salvar os Spurs dum possível rebaixamento.

9. Hugo Lloris, capitão da França, erguendo a taça de campeão da Copa do Mundo na Rússia (Getty Images)

Hugo Lloris, França 2018

Hugo Lloris é o goleiro e capitão da França campeão da copa do mundo de 2018, bem como o capitão do Tottenham Hotspur, clube que ele defende desde a temporada 2012-13.

Lloris foi contratado pelos Lillywhites em 31 de agosto de 2012 por €10 milhões e €5 milhões variáveis pagos ao Lyon. Ficou acordado, também, que o Lyon também receberá 20% de uma futura transferência de Lloris.

Ele fez sua estreia pelos Spurs numa partida de Europa League contra o time da Lazio em 20 de setembro de 2012 e a partida terminou empatada em 0 a 0.

Lloris iniciou o seu primeiro jogo de Premier League contra o Aston Villa em 7 de outubro de 2012, conseguindo um clean sheet na vitória por 2 a 0 dos Lillywhites.

Após conceder somente quatro gols em seis jogos, ele foi eleito o Jogador do Mês pela Premier League em dezembro de 2012. Lloris terminou a temporada de 2012-13 fazendo 25 aparições e conseguindo nove clean sheets no processo.

10. Hugo Lloris e uma das suas fantásticas defesas durante o jogo contra o Dortmund na Alemanha, partida do seu 100º clean sheet pelos Spurs (Getty Images)

Em agosto de 2015, Mauricio Pochettino, então treinador do Tottenham, nomeou Lloris como o capitão permanente do time, no lugar de Younès Kaboul.

17 de abril de 2018 viu Lloris fazer sua 250º aparição pelo Tottenham, no empate por 1 a 1 com o Brighton. Ao fazer isto, ele se tornou o 61º jogador e o sexto goleiro a alcançar tal marca pelo clube.

A temporada de 2017-18 foi coroada com triunfo, quando Lloris ergueu o troféu da Copa do Mundo, após a França bater a Croácia por 4 a 2 em solo russo e os Les Bleus conquistarem o seu segundo título da competição de seleções na sua história.

5 de março de 2019, durante a campanha que levou o clube à final da Champions League, numa partida contra o Borussia Dortmund fora de casa, Lloris fez inúmeras defesas espetaculares e conseguiu um valoroso clean sheet, que assegurou um triunfo por 1 a 0 dos visitantes (4 a 0 no agregado, pois os Spurs haviam ganho por 3 a 0 em Londres na partida de ida) e a classificação para a segunda quartas de final de Champions League do clube.

Esta partida também teve um prazer adicional para Lloris, pois foi o 100º clean sheet com a camisa do clube.

Na temporada 2019-20, fez sua 300ª aparição pelo clube na segunda partida da Liga na temporada contra o Manchester City, um confronto que terminou empatado em 2 a 2. *

* The Spurs Miscellany - Adam Powley e Martin Cloake ©.

11. Hugo Lloris em ação contra o Manchester City no Etihad Stadium sua partida de número 300 pelos Spurs (Getty Images)
  
Tradução: Sandro Pontes

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Única edição de Home Championship cancelada fora do período de guerras

A Home Championship, competição disputada anualmente entre as quatro seleções do Reino Unido desde 1883-84 até 1983-84, sofreu poucas interrupções durante sua existência.

Duas delas, bem óbvias, aconteceram por conta das Primeira e Segunda Guerra Mundiais e outra, que será objeto de uma breve análise, aconteceu na edição 1980-81, por causa do Conflito da Irlanda (também conhecido como Troubles in Ulster).

Como este é um assunto não tão corriqueiro, especialmente para àqueles que não são conhecedores da história britânica, lançaremos mão da Wikipedia, versão em Língua Portuguesa, para que vocês tenham uma breve noção sobre o que foi o conflito:

O conflito na Irlanda do Norte (também conhecido em inglês como The Troubles ou O Problema) foi um conflito de grande violência pelo estatuto político da Irlanda do Norte, que causou grande perda de vidas durante a segunda metade do século XX.

1. Cartaz da British Home Championship exposta no Museu do Futebol Nacional (National Football Museum)

Tratava-se, em primeiro lugar, da população protestante (maioria), em favor de preservar os laços com a Grã-Bretanha, e do outro lado a população católica (minoria), em favor da independência ou da integração da província com a República da Irlanda, ao sul, país predominantemente católico.

Ambas as partes recorreram às armas, e a província mergulhou em uma espiral de violência que durou desde o final da década de 1960 até a assinatura do Acordo de Belfast, ou Acordo da Sexta-Feira Santa, em 10 de Abril de 1998, que estabeleceu as bases para um novo governo em que católicos e protestantes compartilhassem o poder”.

Feito este esclarecimento, é chegada a hora de se passar ao texto principal.

Boa leitura.

2. Crianças brincam perto de um soldado britânico, em Belfast, um dia antes da morte de Bobby Sands, em 5 de maio de 1981, líder provisório do IRA, em decorrência dos efeitos da greve de fome liderada por ele dias antes na Prisão de Long Kesh (Getty Images)

O torneio anual entre a Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales foi cancelada uma única vez por causa do conflito da Irlanda do Norte (também conhecido como Troubles in Ulster ou ainda, em irlandês, Na Trioblóidí).

Temerosos pela segurança das suas delegações (muitos membros do IRA – Irish Republic Army, Exército Republicano Irlandês – estavam fazendo greve de fome - na época em que o torneio seria disputado em Belfast, na prisão de Long Kesh em Maze, County Down), Inglaterra e País de Gales se recusaram a viajar à Belfast.

A partir desta desistência destes dois países, a competição foi anulada. *

* Firsts, Lasts and Onlys - Paul Donnelley.

3. Troféu da British Home Championship exposta no Museu do Futebol Nacional (National Football Museum)
  
Tradução: Sandro Pontes

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Bournemouth – Dia da Mentira

Nos últimos trinta anos houve cinco partidas dos Cherries no Dia da Mentira, com uma derrota, duas vitórias e depois empates, ou seja é um balanço até positivo, embora a primeira delas não foi exatamente feliz...

Vejam um pouco mais abaixo destas partidas de 1º de abril.

Boa leitura.

1. Brett Pitman (AFP)

O Bournemouth sofreu uma severa derrota por 3 a 0 para o Leeds United, num jogo válido pela Second Division em Elland Road, em 1º de abril de 1989.

Carl Shutt, atacante dos Peacocks, fez os Cherries parecem ridículos quando foi as redes três vezes diante de 21.095 espectadores.

Os Cherries ganharam no Dia da Mentira, seis anos depois, quando bateram o Leyton Orient por 2 a 0 e repetiram a façanha contra o Scunthorpe United por 1 a 0 em 2013, gol de Brett Pitman aos 11 minutos.

2. Danny Ings em ação contra o Crystal Palace (AFP)

O Bournemouth dividiu seis gols numa emocionante partida de Liga com o Peterborough United naquele 1º de abril da temporada 2010-11 em London Road, com os gols dos Cherries tendo sido marcados por Danny Ings, Steve Fletcher e Adam Smith aos 35, 71 e 90 minutos, respectivamente.

Quatro anos depois, um novo empate, desta vez sem gols com os Saints no St Mary's Stadium pela Premier League. *

* AFC Bournemouth Miscellany: Cherries Trivia, History, Facts & Stats - Tony Mathhews ©.

3. Steve Fletcher (AFP)
  
Tradução: Sandro Pontes

Wolves neste dia