sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Tottenham Hotspur – Classe mundial

Dois argentinos, um inglês, um alemão e um francês constam da lista de privilegiados que conquistaram a medalha de vencedor da copa do Mundo por suas seleções nacionais e já vestiram a camisa dos Spurs (um ainda veste)!

Um já foi descrito como um “jogador a frente dos eu tempo”, outro se considera, sem falsa modéstia porque realmente foi, a melhor contratação da história de White Hart Lane.

Um deles fez um dos gols mais espetaculares da história do futebol inglês, enquanto o outro superou uma grande rejeição que beirava à xenofobia com gols, muitos gols!

E o último é o pilar da defesa do time, capitão no clube e na sua seleção!

Como o livro, de onde foi traduzida a maior parte da matéria, é de 2012, os dados do campeão mundial mais recente, lforam retirados da Wikipedia na sua versão em língua inglesa.

Conheçam maiores detalhes destes cinco jogadores fabulosos da história dos Spurs lendo o texto abaixo.

Boa leitura.

1. Martin Peters em ação durante a final da Copa de 1966 contra a Alemanha, onde faria um dos gols da decisão (Getty Images)

Os cinco campeões de Copa do Mundo que já jogaram ou jogam pelos Spurs

Martin Peters, Inglaterra 1966

Descrito por Ron Greenwood, seu treinador da época de West Ham United, como sendo um jogador “dez anos à frente do seu tempo”, Peters se mudou do leste de Londres para se juntar aos Spurs em março de 1970 pelo, então, valor recorde de £200.000 (com Jimmy Greaves indo para os Hammers como parte do acordo)

Peters fez 260 aparições e marcou 76 gols pelos Lillywhites.

2. Martin Peters ergue a taça da League Cup após os Spurs terem batido o Norwich City por 1 a 0 em Wembley para conquistar o troféu. Em pé: (esquerda para a direita): Cyril Knowles, Pat Jennings, Peters, Steve Perryman e o treinador Bill Nicholson. Agachados (esquerda para a direita): Joe Kinnear, Jimmy Pearce e Phil Beal (Getty Images)

O muito talentoso meio-campista, que deu origem ao tributo de Greenwood, se adaptou muito bem em White Hart Lane e conquistou uma medalha de campeão da Uefa Cup e duas da League Cup antes de se transferir para o Norwich City em fevereiro de 1975 por £40.000 como parte da limpeza promovida pelo treinador Terry Neill.

Entretanto a decisão de Neill se mostrou prematura, pois Peters viria a jogar adicionais 232 partidas e marcar 50 gols com a camisa do Norwich City.

No total Peters fez 67 aparições (quatro como capitão) com os Three Lions, marcando 20 gols, sendo o mais famoso deles o “outro” gol da final da Copa do Mundo de 1966.

Em 1998, após uma carreira bem-sucedida nos negócios, ele retornou ao Tottenham para se juntar à diretoria como um diretor não executivo (um cargo administrativo).

3. Ossie Ardiles em ação contra Rob Rensenbrink durante a final da Copa do Mundo de 1978 contra a Holanda (Getty Images)

Osvaldo Ardiles, Argentina 1978

Com apenas 1,70m e pesando apenas 62 quilos, Ossie Ardiles parecia mais com o advogado que ele estudou para se formar do que o extraordinário jogador profissional que ele foi, mas em dois períodos nos Spurs ele se tronou uma das lendas mais genuínas da história do clube.

Ardiles foi o ponto de apoio do meio de campo do time campeão mundial de Cesar Menotti e emergiu como um dos primeiros e mais bem-sucedidos estrangeiros do futebol britânico.

Ossie fez 293 aparições pelos Spurs e marcou 25 gols durante duas passagens pelos Lillywhites entre 1978-82 e 1983-88, com um intervalo emprestado ao Paris Saint Germain, por causa da Guerra das Malvinas (ou Falklands War, na visão inglesa).

Josè Ardiles, um primo de Ardiles e tenente de voo e piloto da força aérea argentina, foi morto em confronto.

Tommy Smith, ex defensor do Liverpool, foi um dos tradicionais duros defensores ingleses que salivou com a perspectiva de intimidar fisicamente o diminuto Ardiles, declarando: “ele não pode esperar que não façamos faltas nele porque ganhou a Copa do Mundo com a Argentina”.

4. Ossie Ardiles domina a bola observado por Gerry Gow do Manchester City, durante o replay da final da FA Cup de 1981 em Wembley (Getty Images)

Rapidamente, contudo, os oponentes viram que eles estavam lidando com um autêntico jogador de classe mundial e que, tentar tomar a bola de Ardiles era, como disse Joe Royle, o ex-herói do Everton, “tentar parar a areia”.

A filosofia de futebol de Ardiles harmonizou-se com o lema de glórias do Tottenham: “eu nunca vou abrir mão dos meus ideais, esteja em qual divisão que estiver”, ele disse ao assumir o comando técnico do Swindon Town.

Eu digo aos garotos para jogar como o Pelé”, não é o tipo de instrução, imagine você, que foi ouvida frequentemente em County Ground.

Apesar de ter se tornado um treinador inspirador, Ossie não era avesso aos holofotes.

Questionado se pensava que Jürgen Klinsmann havia sido a maior contratação da história do Tottenham, Ardiles respondeu ironicamente: “Não, fui eu!”.

Muitos torcedores do Tottenham concordam totalmente com esta colocação.

5. Ricky Villa faz uma falta no brasileiro Chicão durante a partida entre as duas seleções na Copa do Mundo de 1978 em Rosário. A partida terminou empatada em 0 a 0 (Getty Images)

Ricardo Villa, Argentina 1978

Ricky Villa não durou tanto tempo em White Hart Lane como o seu compatriota, partindo do clube em 1983 após 168 aparições e 25 gols, tampouco ele foi uma unanimidade entre os torcedores dos Spurs.

Anterior à sua chegada em julho de 1978, após ter feito duas entradas como substituto na campanha da conquista da Copa do Mundo pelos argentinos, um comentarista realçou uma deslealdade de Villa, observando que este não era o tipo de comportamento “que as pessoas gostariam de ver no futebol inglês”.

Tal miopia foi esquecida com o lance de habilidade, força e firmeza com a condução da bola que ele mostrou no gol vencedor da final da FA Cup de 1981, Villa criou uma marca indelével como herança no futebol inglês.

6. Ricky Villa prestes a marcar um dos gols mais espetaculares da história dos Spurs e do futebol inglês (Getty Images)

“Eu sempre fico impressionado com a reação das pessoas quando eu volto à Inglaterra – eu sou mais reconhecido aqui do que na Argentina!”, disse Villa no evento de aniversário de 25 anos da final de 1981.

“Sou parado nas ruas e todos querem falar sobre o gol que eu marquei há muito tempo atrás, mas nunca fico farto disto! É fenomenal que todo mundo relembra deste momento maravilhoso da história do clube. Onde quer que eu vá na Inglaterra, as pessoas me reconhecem e eles sempre dizem: Eu vi o seu gol e ele é fantástico!

“E não são somente torcedores dos Spurs, tem os do Manchester United, do Liverpool e até do Arsenal. Isto realmente significa muito para mim. É uma grande honra ter feito parte da história do futebol inglês!”

7. Jürgen Klinsmann tenta tomar a bola de Diego Maradona durante a final da Copa do Mundo de 1990 na Itália (Getty Images)

Jürgen Klinsmann, Alemanha 1990

Como alemão, Klinsmann nunca seria, naturalmente, muito popular dos jogadores entre alguns torcedores e jornalistas ingleses xenófobos, ainda mais pelo fato dele ter a fama de ser um jogador que se atirava (mergulhava), o antagonismo ficou mais evidente.

Mas apesar disso apenas poucos jogos depois de chegar em Londres, “Klinsi” ganhou a admiração até dos seus críticos mais ferrenhos.

Klinsmann foi contratado junto ao AS Monaco em 29 de julho de 1994 por £2 milhões.

A contratação se deu no principado, especificamente a bordo do luxuoso iate Louisiana do presidente Alan Sugar, que o contrato foi firmado.

A aquisição trouxe ecos das grandes contratações que trouxeram Ardiles e Villa para o norte de Londres e revigoraram o clube que estava tropeçando em pífias campanhas de meio de tabela e abalado por escândalos, deduções de pontos na Liga e punições fora de campo decorrentes de pagamentos irregulares feitos pelo clube nos anos 1980s.

Na mesma época se juntou ao clube o romeno Ilie Dumitrescu e, ao lado de Teddy Sheringham, Nick Barmby e Darren Anderton, Klinsmann se tornou a figura central no que o treinador Ossie Ardiles definiu como o “ataque dos cinco famosos”.

8. A celebração de Jürgen Klinsmann após marcar o gol dos Spurs contra os Owls em Hillsborough em agosto de 1994 (Getty Images)

Em seu primeiro jogo, contra o Sheffield Wednesday em 20 de agosto de 1994, Klinsmann teve uma atuação primorosa onde demonstrou toda a arte do ataque e estabelecendo uma empatia instantânea com Sheringham, além de dar belos passes para os companheiros de equipe que produziram um excitante vitória por 4 a 3, antes de ele levar 11 pontos por um corte no lábio, em decorrência de um lance de jogo.

Klinsmann marcou o quarto gol dos Spurs através de um potente cabeceio e então agiu como um profissional de relações públicas muito competente, quando correu em direção da torcida e comemorou mergulhando no gramado, fazendo a sua rejeição despencar rapidamente.

Até os torcedores do Sheffield Wednesday aplaudiram!

Apesar do breve alvoroço no clube, quando Ossie Ardiles foi demitido em novembro e substituído por Gerry Francis, Klinsmann marcou fabulosos 29 gols na temporada.

Ainda que os seus sonhos de conquista de uma FA Cup tenha terminado em desilusão, com os Spurs tendo sido batidos por 4 a 1 pelo Everton nas semifinais da competição, o seu impacto foi enorme em White Hart Lane.

Eles e foi como uma nuvem, exercendo o seu direito de permanecer apenas uma temporada no clube e enfurecendo o presidente Alan Sugar que, numa entrevista para a ITV, jogou uma camisa de Klinsmann num repórter e declarou furiosamente: “eu não lavaria o meu carro com esta camisa!”

Dois anos depois, entretanto, Klinsi estava de volta, emprestado por seis meses, e marcou nove gols em 15 aparições que ajudaram a salvar os Spurs dum possível rebaixamento.

9. Hugo Lloris, capitão da França, erguendo a taça de campeão da Copa do Mundo na Rússia (Getty Images)

Hugo Lloris, França 2018

Hugo Lloris é o goleiro e capitão da França campeão da copa do mundo de 2018, bem como o capitão do Tottenham Hotspur, clube que ele defende desde a temporada 2012-13.

Lloris foi contratado pelos Lillywhites em 31 de agosto de 2012 por €10 milhões e €5 milhões variáveis pagos ao Lyon. Ficou acordado, também, que o Lyon também receberá 20% de uma futura transferência de Lloris.

Ele fez sua estreia pelos Spurs numa partida de Europa League contra o time da Lazio em 20 de setembro de 2012 e a partida terminou empatada em 0 a 0.

Lloris iniciou o seu primeiro jogo de Premier League contra o Aston Villa em 7 de outubro de 2012, conseguindo um clean sheet na vitória por 2 a 0 dos Lillywhites.

Após conceder somente quatro gols em seis jogos, ele foi eleito o Jogador do Mês pela Premier League em dezembro de 2012. Lloris terminou a temporada de 2012-13 fazendo 25 aparições e conseguindo nove clean sheets no processo.

10. Hugo Lloris e uma das suas fantásticas defesas durante o jogo contra o Dortmund na Alemanha, partida do seu 100º clean sheet pelos Spurs (Getty Images)

Em agosto de 2015, Mauricio Pochettino, então treinador do Tottenham, nomeou Lloris como o capitão permanente do time, no lugar de Younès Kaboul.

17 de abril de 2018 viu Lloris fazer sua 250º aparição pelo Tottenham, no empate por 1 a 1 com o Brighton. Ao fazer isto, ele se tornou o 61º jogador e o sexto goleiro a alcançar tal marca pelo clube.

A temporada de 2017-18 foi coroada com triunfo, quando Lloris ergueu o troféu da Copa do Mundo, após a França bater a Croácia por 4 a 2 em solo russo e os Les Bleus conquistarem o seu segundo título da competição de seleções na sua história.

5 de março de 2019, durante a campanha que levou o clube à final da Champions League, numa partida contra o Borussia Dortmund fora de casa, Lloris fez inúmeras defesas espetaculares e conseguiu um valoroso clean sheet, que assegurou um triunfo por 1 a 0 dos visitantes (4 a 0 no agregado, pois os Spurs haviam ganho por 3 a 0 em Londres na partida de ida) e a classificação para a segunda quartas de final de Champions League do clube.

Esta partida também teve um prazer adicional para Lloris, pois foi o 100º clean sheet com a camisa do clube.

Na temporada 2019-20, fez sua 300ª aparição pelo clube na segunda partida da Liga na temporada contra o Manchester City, um confronto que terminou empatado em 2 a 2. *

* The Spurs Miscellany - Adam Powley e Martin Cloake ©.

11. Hugo Lloris em ação contra o Manchester City no Etihad Stadium sua partida de número 300 pelos Spurs (Getty Images)
  
Tradução: Sandro Pontes

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Única edição de Home Championship cancelada fora do período de guerras

A Home Championship, competição disputada anualmente entre as quatro seleções do Reino Unido desde 1883-84 até 1983-84, sofreu poucas interrupções durante sua existência.

Duas delas, bem óbvias, aconteceram por conta das Primeira e Segunda Guerra Mundiais e outra, que será objeto de uma breve análise, aconteceu na edição 1980-81, por causa do Conflito da Irlanda (também conhecido como Troubles in Ulster).

Como este é um assunto não tão corriqueiro, especialmente para àqueles que não são conhecedores da história britânica, lançaremos mão da Wikipedia, versão em Língua Portuguesa, para que vocês tenham uma breve noção sobre o que foi o conflito:

O conflito na Irlanda do Norte (também conhecido em inglês como The Troubles ou O Problema) foi um conflito de grande violência pelo estatuto político da Irlanda do Norte, que causou grande perda de vidas durante a segunda metade do século XX.

1. Cartaz da British Home Championship exposta no Museu do Futebol Nacional (National Football Museum)

Tratava-se, em primeiro lugar, da população protestante (maioria), em favor de preservar os laços com a Grã-Bretanha, e do outro lado a população católica (minoria), em favor da independência ou da integração da província com a República da Irlanda, ao sul, país predominantemente católico.

Ambas as partes recorreram às armas, e a província mergulhou em uma espiral de violência que durou desde o final da década de 1960 até a assinatura do Acordo de Belfast, ou Acordo da Sexta-Feira Santa, em 10 de Abril de 1998, que estabeleceu as bases para um novo governo em que católicos e protestantes compartilhassem o poder”.

Feito este esclarecimento, é chegada a hora de se passar ao texto principal.

Boa leitura.

2. Crianças brincam perto de um soldado britânico, em Belfast, um dia antes da morte de Bobby Sands, em 5 de maio de 1981, líder provisório do IRA, em decorrência dos efeitos da greve de fome liderada por ele dias antes na Prisão de Long Kesh (Getty Images)

O torneio anual entre a Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales foi cancelada uma única vez por causa do conflito da Irlanda do Norte (também conhecido como Troubles in Ulster ou ainda, em irlandês, Na Trioblóidí).

Temerosos pela segurança das suas delegações (muitos membros do IRA – Irish Republic Army, Exército Republicano Irlandês – estavam fazendo greve de fome - na época em que o torneio seria disputado em Belfast, na prisão de Long Kesh em Maze, County Down), Inglaterra e País de Gales se recusaram a viajar à Belfast.

A partir desta desistência destes dois países, a competição foi anulada. *

* Firsts, Lasts and Onlys - Paul Donnelley.

3. Troféu da British Home Championship exposta no Museu do Futebol Nacional (National Football Museum)
  
Tradução: Sandro Pontes

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Bournemouth – Dia da Mentira

Nos últimos trinta anos houve cinco partidas dos Cherries no Dia da Mentira, com uma derrota, duas vitórias e depois empates, ou seja é um balanço até positivo, embora a primeira delas não foi exatamente feliz...

Vejam um pouco mais abaixo destas partidas de 1º de abril.

Boa leitura.

1. Brett Pitman (AFP)

O Bournemouth sofreu uma severa derrota por 3 a 0 para o Leeds United, num jogo válido pela Second Division em Elland Road, em 1º de abril de 1989.

Carl Shutt, atacante dos Peacocks, fez os Cherries parecem ridículos quando foi as redes três vezes diante de 21.095 espectadores.

Os Cherries ganharam no Dia da Mentira, seis anos depois, quando bateram o Leyton Orient por 2 a 0 e repetiram a façanha contra o Scunthorpe United por 1 a 0 em 2013, gol de Brett Pitman aos 11 minutos.

2. Danny Ings em ação contra o Crystal Palace (AFP)

O Bournemouth dividiu seis gols numa emocionante partida de Liga com o Peterborough United naquele 1º de abril da temporada 2010-11 em London Road, com os gols dos Cherries tendo sido marcados por Danny Ings, Steve Fletcher e Adam Smith aos 35, 71 e 90 minutos, respectivamente.

Quatro anos depois, um novo empate, desta vez sem gols com os Saints no St Mary's Stadium pela Premier League. *

* AFC Bournemouth Miscellany: Cherries Trivia, History, Facts & Stats - Tony Mathhews ©.

3. Steve Fletcher (AFP)
  
Tradução: Sandro Pontes

terça-feira, 4 de agosto de 2020

O único treinador britânico a vencer a European Cup (Champions League) três vezes

Bob Paisley, que assumiu o comando dos Reds após a aposentadoria de Bill Shankly, acabou se tornando o treinador mais vitorioso da história do Liverpool.

Dentre as inúmeras conquistas, Paisley foi o primeiro treinador britânico – e da Europa – a vencer três edições da European Cup na história.

Maiores detalhes abaixo.

Boa leitura.

1. Bob Paisley e réplicas da três taças de European Cup conquistadas (Site Bob Paisley)

Tendo assumido os Reds no lugar de Bill Shankly em 26 de agosto de 1974, nos seus nove anos à frente do Liverpool, Bob Paisley (1919-1996) liderou títulos com o clube de Anfield. No total ele conquistou:

No território doméstico ele ganhou seis títulos de Liga (1975-76, 1976–77, 1978–79, 1979–80, 1981–82 e 1982–83), três troféus de League Cup (1980–81, 1981–82, 1982–83) e seis Charity Shield (1974, 1976, 1977, 1979, 1980 e 1982).

Já em gramados europeus Paisley levou os Reds à conquista de três European Cups (1976–77, 1977–78 e 1980–81), um de Uefa Cup (1975-76) e uma taça da UEFA Super Cup (1978).

Entre tantas conquistas, o que torna Paisley especial é que ele é o único treinador britânico a conquistar três vezes a European Cup (atual Champions League).  

Ao lado dele, que foi o primeiro treinador no continente a alcançar esta façanha, apenas mais dois conseguiram conquistar três vezes o máximo torneio europeu, Carlo Ancelotti (duas vezes com o AC Milan e uma com o Real Madrid) e Zinedine Zidane (três vezes com o Real Madrid).

2. Bob Paisley posa em Anfield com a taça conquistada em 1977 (Getty Images)

O primeiro triunfo de Paisley – e do Liverpool – veio em 1977, no Stadio Olimpico de Roma, contra os alemães do Borussia Mönchengladbach, que foi batido por 3 a 1, gols de Terry McDermott, Tommy Smith e Phil Neal, enquanto Allan Simonsen descontou para o time germânico.

No ano seguinte o Liverpool chegou novamente à final, desta vez em Wembley, onde bastou um gol de Kenny Dalglish para garantir o segundo título do time vermelho do Merseyside contra os belgas do Club Brugge.

O última vitória dos Reds, com Paisley no comando, foi arrebatado após um hiato de duas finais sem a presença do Liverpool, mas conquistadas por outro time do país, o surpreendente Nottingham Forest que venceu em 1979 e 1980, quando em 27 de maio de 1981 o clube bateu o Real Madrid, pelo placar mínimo, gol de Alan Kennedy, no Parc des Princes.

Como jogador Paisley fez mais de 250 aparições pelos Reds antes de se aposentar em 1954 e, na função de treinador ele foi eleito o Treinador do Ano seis vez em seis ocasiões.


3. Bob Paisley exibe o troféu da European Cup durante a bus parade no Merseyside em 1978 (Rexmailpix)

Ficha técnica da final que imortalizou Bob Paisley na Europa:

Liverpool 1 (Alan Kennedy) Real Madrid 0

European Cup

Local: Parc des Princes, França

Data: 27 de maio de 1981

Público: 48.360

Liverpool: Ray Clemence, Alan Hansen, Phil Neal, Phil Thompson, Alan Kennedy, Alan Kennedy, Sammy Lee, Sammy Lee, Terry McDermott, Graeme Souness, Kenny Dalglish (Jimmy Case), David Johnson.

Real Madrid: Agustín, Rafael García Cortés (Francisco Pineda), José Antonio Camacho, Uli Stielike, Andrés Sabido, Vicente del Bosque, Juanito, Ángel, Santillana, Antonio García Navajas, Laurie Cunningham. *

* Firsts, Lasts and Onlys - Paul Donnelley ©.

4. Bob Paisley erguendo o troféu da European Cup conquistado em 1981 em Paris (Getty Images)

Tradução: Sandro Pontes

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Bradford City – Aparições consecutivas

George Mulholland, o lateral escocês que permaneceu sete anos nos Bantams, detém o recorde de aparições consecutivas pelo clube.

Maiores detalhes abaixo.

Boa leitura.

1. George Mulholland (Pinterest)

O lateral esquerdo escocês George Mulholland detém o recorde de aparições consecutivas em jogos de Liga pelos Bantams, quando entrou em campo 231 vezes sem interrupção, entre agosto de 1953 e setembro de 1958 – marca que sobre para 246 partidas se incluir jogos de FA Cup disputados ao longo deste período.

O City, provavelmente, fez poucas melhores aquisições, sem custos, do que Mulholland, que chegou após o término do seu contrato com o Stoke City em julho de 1953.

Um modelo de regularidade, ele fez 304 aparições entre jogos de Liga e de FA Cup durante o período de sete anos no clube, de 1953 até 1960, antes de retornar ao seu querido nordeste para encerra sua carreira junto ao Darlington. *

* Bradford City Miscellany: Bantams Trivia, History, Facts & Stats - David Markham ©.

2. Foto do time do Bradford City da temporada 1957-58 (eBay)

Tradução: Sandro Pontes

domingo, 2 de agosto de 2020

Primeiro clube da Liga a instalar gramado sintético na Inglaterra

O QPR fez história na Inglaterra quando, seguindo a tendência das arenas esportivas norte-americanas, instalou gramado sintético em Loftus Road em substituição ao gramado natural.

No primeiro dia de setembro de 1981 os Hatters foram os visitantes que tiveram a honra de inaugurar a novidade, em partida válida pela Division Two.

Maiores detalhes abaixo.

Boa leitura.

1. Jogadores dos Rangers e dos Hatters na primeira partida em grama artificial da Inglaterra em Loftus Road (Getty Images)

Seguindo a tendência das arenas norte-americanas, que estavam instalando o Astroturf no lugar dos gramados naturais, o Queens Park Rangers, no verão de 1981, não muito após Terry Venables assumir o comando dos Rs, escavou o gramado de Loftus Road e colocou um gramado sintético Omniturf no lugar.

O Queens Park Rangers então, na estreia do novo gramado, foi derrotado pelo Luton Town por 2 a 1 em partida válida pela League Division Two em 1º de setembro de 1981.

Aos 35 minutos de jogo, Bob Hazell, o zagueiro central grandalhão dos Rangers se arriscou na ponta direita e deu um raro cruzamento primoroso na segunda trave, onde Andy King viria a marcar o seu nome no livro dos recordes, ao cabecear para o fundo das redes dos Hatters, e marcar o primeiro gol de liga num gramado sintético.

Os visitantes empataram a partida aos 70 minutos, através de um belo gol, marcado por Mark Aizlewood: Ricky Hill avançou pela ponta e cruzou para a entrada da área para Mark Aizlewood acertar um belo voleio e vencer John Burridge.

2. Jogadores dos Rangers e dos Hatters em ação durante o jogo (Getty Images)

O gol da virada dos Hatters aconteceu quando faltavam seis minutos para o fim do jogo, quando Steve White e Mark Aizlewood pressionaram e roubaram a bola de Gerry Francis na entrada da área do QPR e White rolou a bola para Hill, que estava a próximo do lance, que chutou forte para vencer Burridge e dar números finais ao confronto histórico.

Portanto, o Luton Town, que viria a ter o seu próprio gramado sintético futuramente, foi o primeiro clube a vencer uma partida de Liga em gramado sintético.

O Queens Park Rangers entrou em campo com este time em Loftus Road: John Burridge, John Gregory, Terry Fenwick, Garry Waddock, Bob Hazell, Glenn Roeder, Mike Flanagan, Gerry Francis, Clive Allen, Andy King, Simon Stainrod. *

* Firsts, Lasts and Onlys - Paul Donnelley ©.

3. Capa do programa oficial da partida (eBay)

Tradução: Sandro Pontes

sábado, 1 de agosto de 2020

Red Devils neste dia

1969: Sammy McIlroy assina com o time juvenil dos Red Devils.

1. Sammy McIlroy (Getty Images)

Sexta-feira, 1º de agosto de 1969

O último Busby Babe chega em Old Trafford para se juntar ao time juvenil.

Sammy McIlroy criou uma excelente impressão inicial que aumentou a comparação com o seu compatriota George Best.

Ele fez sua estreia aos 17 anos contra o Manchester City e marcou um gol e deu duas assistências para os gols de Brian Kidd e Alan Gowling no empate de 3 a 3 em 6 de novembro de 1971 em Maine Road pela Division One.

2. Sammy McIlroy comemorando o seu gol na estreia no time principal já no derby de Manchester (Masahide Tomikoshi/Tomikoshi Photography)

Mas as suas aparições se tornaram limitadas por causa da sua irregularidade no time principal e um grave acidente de carro o afastou por um longo tempo até a sua volta para ajudar o time a retornar à elite em 1975 e a conquistar a FA Cup dois anos depois.

A sua habilidade se mostrou especialmente na final da FA Cup contra o Arsenal em 1979, quando ele passou por um defensor e bateu forte na saída de Pat Jennings para empatar para o United dois minutos antes de Alan Sunderland marcar o gol decisivo que deu o título aos Gunners. *

* Manchester United on this day: History, Facts & Figures from Every day of the Year - Mike Donovan ©.

3. Sammy McIlroy e o goleiro Alex Stepney com a taça da FA Cup de 1977 (Getty Images)
  
Tradução: Sandro Pontes

Wolves neste dia