quarta-feira, 25 de março de 2020

Premiership – O amiguinho

Juninho Paulista, o diminuto meia-atacante que encantou em Teeside por três passagens pelo Boro e foi eleito o maior jogador da história do clube mediante pesquisa ocorrida em 2007 entre os torcedores do clube.

Ele acabou sendo apelidado de “Amiguinho”, por causa da sua baixa estatura, em um programa de rádio local e o apelido pegou entre a torcida.

Maiores detalhes das passagens de Juninho pelo Boro logo abaixo.

Boa leitura.

1. Apresentação de Juninho no Riverside Stadium (Getty Images)

Em outubro de 1995 Bryan Robson pagou £4,75 milhões ao clube brasileiro São Paulo pelos serviços do diminuto atacante de 22 anos Juninho Paulista.

Juninho se tornou um sucesso instantâneo no Riverside Stadium e viria a inscrever os eu nome nos livros do clube como um dos maiores jogadores da história do Boro.

Juninho com apenas 1,67m e, durante o seu tempo de Teeside, se tornou conhecido como “amiguinho” após um radialista local, chamado Dave Roberts apelidou o jogador brasileiro durante o seu programa.

Ele fez sua estreia em 4 de novembro de 1995, em casa, contra o Leeds United, dando o passe para o gol que abriu o placar, marcado por Jan Åge Fjørtoft no empate por 1 a 1.

2. Juninho, ajoelhado, durante a sua estreia contra o Leeds United (Getty Images)

Juninho se provou extremamente bem-sucedido como meia-atacante e suas habilidades ajudaram o clube a alcançar as finais tanto da FA Cup, quanto da League Cup em 1997, embora o boro tenha sido derrotado em ambas finais.

No fim da temporada de 1997, a dedução de três pontos condenou o Middlesbrough ao rebaixamento para a Division One.

Em seguida ao empate em 1 a 1 com o Leeds United, fora de casa, na última rodada da temporada, que confirmou o rebaixamento do clube, Juninho caiu no choro ainda dentro de campo.

Apesar do rebaixamento do clube, Juninho ficou na segunda colocação da premiação para Jogador do Ano, concedido pela Associação dos Cronistas Esportivos, atrás somente de Gianfranco Zola.

3. Juninho cobrando falta contra o Chelsea, durante a final da FA Cup de 1997 (Alamy Stock Photo)

Finalmente Juninho deixou o Middlesbrough para tentar aumentar as suas chances de fazer parte da equipe do Brasil que disputaria a Copa do Mundo de 1998, vendido ao Atlético Madrid por £13 milhões.

Juninho foi emprestado de volta ao Middlesbrough que, então havia sido promovido de volta à Premier League durante a temporada 1999-2000 e marcou quatro gols em 24 jogos pelo clube antes de retornar ao Atlético Madrid.

Após a caída do Atlético Madrid Segunda División, Juninho foi emprestado para o Vasco da Gama e para o Flamengo antes de retornar ao Boro.

Juninho começou sua terceira passagem no Middlesbrough no verão de 2002, quando ele deixou o Atlético Madrid por £6 milhões.

Ele permaneceu dois anos nesta volta ao Riverside Stadium e ajudou o clube a conquistar a League Cup de 2003-04, o primeiro e único título de primeira grandeza do Boro.

4. Juninho é combatido por Stefan Schwarz do Sunderland, durante a partida entre as duas equipe no Riverside. A partida, disputada em 6 de novembro de 1999, terminou empatada em 1 a 1 (Getty Images)

Nesta passagem, embora ele não tenha tido uma média alta de gols durante este período, quando comparado com suas duas passagens anteriores pelo clube, Juninho não conseguiu reeditar a sua exuberante forma exibida na temporada 1996-97 por conta da perna quebrada durante a sua passagem pelo Atlético Madrid.

No fim da temporada de 2004, Juninho se transferiu para o Celtic numa transferência sem custos para o clube escocês.

Em dezembro de 2007 ele foi eleito, numa votação entre os torcedores do Boro, como o maior jogador da história do Middlesbrough.

Juninho permanece como uma lenda em Teesside até os dias de hoje. *

* The Premiership Football Miscellany - John White ©.

5. Juninho ergue a taça recém-conquistada da League Cup (Alamy Stock Photo)

Tradução: Sandro Pontes

terça-feira, 24 de março de 2020

Premiership – Gol antes do meio de campo

Uma vez Pelé tentou fazer um gol, chutando antes do meio de campo, na estreia da Seleção do Brasil contra a então Tchecoslováquia na Copa do Mundo de 1970 no México, vitória brasileira por 4 a 1.

Desde então virou moda no brasil, quando um jogador marca um gol chutando ainda do seu próprio campo, diz-se que ele “fez o gol que nem Pelé fez”!

Bem e é ai que David Beckham entra na história pois, no jogo de abertura da Premier League 1996-97, contra o Wimbledon em Selhurst Park, Becks deu um chute despretensioso mas que surpreendeu o goleiro da Crazy Gang (veja o gol aqui)!

Maiores detalhes abaixo.

Boa leitura.

1. David Beckham em ação contra a Crazy Gang (Getty Images)

David Beckham, do Manchester United, marcou um gol chutando de seu próprio campo contra o Wimbledon em Selhurst Park na partida de abertura da Premier League da temporada 1996-97.

O seu chute despretensioso viajou por mais de 50 metros e passou por cima da cabeça de Neill Sullivan, goleiro dos Dons’ nos momentos finais da partida, que os Red Devils ganharam por 3 a 0.

Os outros gols dos visitantes foram marcados por Eric Cantona, aos 25, e Denis Irwin aos 38 minutos.

Esta partida marcou a estreia de dois jogadores: Jordi Cruyff, contratado junto ao Barcelona em julho e Ronny Johnsen, contratado junto ao Besiktas também em julho.

2. Neil Sullivan tentou correr para defender, sem sucesso, a bola chutada por Becks (Colorsport)

Ficha técnica da partida:

Wimbledon 0 Manchester United 3 (Eric Cantona, Denis Irwin, David Beckham)

Premier League

17 de agosto de 1996

Local: Selhurst Park

Público: 25.786

Wimbledon: Neil Sullivan, Kenny Cunningham, Brian McAllister, Chris Perry, Marcus Gayle (Neal Ardley), Ben Thatcher, Robbie Earle, Vinnie Jones (Mick Harford), Oyvind Leonhardsen, Andy Clarke, Dean Holdsworth (Efan Ekoku).

Manchester United: Peter Schmeichel, David May, Gary Pallister, Denis Irwin, Phil Neville, David Beckham, Nicky Butt (Ronny Johnsen), Jordi Cruyff, Roy Keane, Paul Scholes, Eric Cantona, (Brian McClair). *

* The Premiership Football Miscellany - John White ©.

3. Eric Cantona é comemorado pelos seus companheiros após abrir o placar do jogo (Getty Images)

Tradução: Sandro Pontes

segunda-feira, 23 de março de 2020

Premiership – O indeciso assume os Blues

De setembro de 2000, quando assumiu o comando dos Blues no lugar do demitido Gianluca Vialli, até maio de 2004, o italiano Claudio Ranieri, apelidado de indeciso pela crônica esportiva britânica, teve papel importante na construção do time do Chelsea que viria a conquistar dois títulos de Premier League sucessivos sob o comando de José Mourinho.

Descobriram maiores detalhes da passagem do treinador italiano por Stamford Bridge através da leitura do texto abaixo.

Boa leitura.

1. Chegada de Claudio Ranieri nos Blues (Getty Images)

Em 18 setembro de 2000 o Chelsea demitiu o treinador italiano Gianluca Vialli e trouxe outro compatriota dele para o seu lugar, o comandante Claudio Ranieri.

Ranieri se esforçou muito para superar a barreira da língua. Quando ele chegou ao clube de Londres, ele falava um inglês muito limitado, entretanto isso não o atrapalhou no começo, pois os Blues tinham jogadores que falavam italiano e espanhol e o ajudaram a traduzir as suas instruções no campo de treinamentos.

A primeira temporada de Ranieri mostrou resultados inconsistentes, com o Chelsea terminando na sexta colocação e conseguindo uma vaga na próxima Uefa Cup.

Ranieri havia sido instruído a reduzir a média de idade da sua equipe e agiu para reconstruir o Chelsea no verão de 2001, criando uma nova marca para o meio de campo ao contratar Frank Lampard junto ao West Ham United, Emmanuel Petit e Boudewijn Zenden do Barcelona, além de Jesper Grønkjær do Ajax.

Ele também contratou o defensor William Gallas do Olympique Marseille, gastando um total de aproximadamente £30 milhões nestas aquisições.

Ranieri, contudo, foi criticado tanto por vender Dennis Wise, um dos favoritos da torcida, quanto pelo fato da performance do Chelsea na Liga não ter melhorado muito quando comparado com a temporada anterior.

2. Claudio Ranieri comandando os Blues pela primeira vez. Um empate por 3 a 3 em Old Trafford em 23 de setembro de 2000 (Getty Images)

O clube terminou a Premier League na sexta posição novamente, mas conseguiu chegar à final da FA Cup Final, onde foi derrotado por 2 a 0 pelo Arsenal.

Durante a temporada 2002-03 e ao longo dos seus dias junto ao Chelsea, Ranieri foi acusado de fazer muitas mudanças na sua equipe titular, sendo apelidado de "O Indeciso" pela imprensa britânica.

O Chelsea terminou a temporada em alta, inclusive conseguindo se classificar para a Champions League após bater o Liverpool por 2 a 1 na última rodada da temporada em Stamford Bridge.

A conquista de Ranieri, vindo numa temporada em que o clube se encontrava em dificuldades financeiras e a única chegada em Stamford Bridge foi de Enrique de Lucas, vindo do Espanyol numa transferência sem custos, foi muito reverenciada pelos torcedores e pela imprensa em geral.

Adicionalmente Ranieri foi bem-sucedido em extrair o melhor de jogadores como Samuele Dalla Bona e Mario Stanić, além de estimular e dar confiança para os talentos emergentes John Terry, Robert Huth e Carlton Cole.

Quando o Chelsea foi adquirido pelo bilionário russo Roman Abramovich em 2003, Ranieri ganhou um grande volume de recursos para adquirir jogadores, mas também e encontrou com o seu cargo sob ameaça.

3. Arséne Wenger e Claudio Ranieri na final da FA Cup de 2002 (Guardian)

Dias após a aquisição, Abramovich foi fotografado num encontro com, Sven-Göran Eriksson, treinador da Inglaterra.

Embora o clube não tivesse contratado Eriksson naquele momento, aqueles rumores assombrariam Ranieri durante toda a temporada.

Ranieri gastou £120 milhões na contratação de jogadores no verão de 2003.

Dentre estas contratações se incluíam o ponta irlandês Damien Duff pelo então valor recorde do clube: £17 milhões, os jovens ingleses Wayne Bridge, Joe Cole e Glen Johnson, a dupla de argentinos Juan Sebastián Verón e Hernán Crespo; o francês Claude Makélélé e a estrela romena Adrian Mutu.

Este investimento resultou na melhor colocação para o clube nos últimos 49 anos, quando os Blues terminaram a competição na segunda colocação da Premier League, ficando atrás do Arsenal, que se tornou o primeiro clube, após amis de 100 anos, a permanecer imbatível durante uma temporada inteira.

Esta colocação classificou o Chelsea automaticamente para a Champions League.

4. Jesper Grønkjær comemorando o seu gol sobre o Liverpool em Stamford Bridge em maio de 2003 (Getty Images)

O clube também alcançou as semifinais da Champions League, eliminando o Arsenal na caminhada, embora a posição de Ranieri se viu enfraquecida pelo revés na semifinal frente ao Monaco, em dois jogos em que o treinador foi acusado de fazer alterações esquisitas e mudanças táticas que se mostraram improdutivas.

Esta temporada também viu o Chelsea quebrar o recorde de menos gols sofridos e do maior número de pontos numa temporada, até então (o vice-campeonato rendeu 79 pontos aos Blues).

David Platt, ex-jogador da Inglaterra e comentarista, usou o exemplo de Ranieri para ilustrar a sua observação de que “construir um time que possa conquistar e conduzir este time até o título são duas coisas completamente diferentes”.

Em 31 de maio de 2004, após quase uma no de especulação, que inclui o fartamente documentado cortejo a Eriksson, ele finalmente foi liberado dos seus encargos de treinador do Chelsea e o seu emprego foi ocupado por José Mourinho, que havia liderado o Porto para sucessivos triunfos europeus.

Nas quatro temporadas de Ranieri o Chelsea melhorou a sua pontuação total temporada após temporada.

5. Da esquerda para a direita os novos contratados do Chelsea na janela de verão de 2003: Glen Johnson, Damien Duff, Wayne Bridge, o treinador Claudio Ranieri, Marco Ambrosio e Geremi, juntos para uma coletiva de imprensa nas dependências do Chelsea Football Club (Getty Images)

A base do time do Chelsea que ganhou dos títulos de Premier League sob o comando de Mourinho, incluindo John Terry, William Gallas, Wayne Bridge, Claude Makélélé e Frank Lampard foram todos contratados ou desenvolvidos durante a gestão de Ranieri.

Durante os seus meses finais no Chelsea, Ranieri também identificou Didier Drogba e Arjen Robben como jogadores que o Chelsea deveria contratar, ambos acabariam se tornando jogadores-chave no clube.

Ranieri publicou, em setembro de 2004, um livro chamado “Homem Soberbo Caminhando” detalhando o seu último ano de Chelsea. Toda a receita apurada com as vendas foi destinada ao London's Great Ormond Street Hospital. *

* The Premiership Football Miscellany - John White ©.

6. Wayne Bridge comemorando o seu gol que eliminou os Gunners em Highbury na vitória por 2 a 1 dos Blues (Getty Images)

Tradução: Sandro Pontes

domingo, 22 de março de 2020

Wolves neste dia

1936: Nascimento de Bobby Mason;

1956: Contratação de Harry Hooper junto aos Hammers; e

1972: Vitória sobre a Juventus, em Molineux, pelas quartas de final da Uefa Cup.

Maiores detalhes abaixo.

Boa leitura.

1. Card de Bobby Mason (Premier Football Cards)

Domingo, 22 de março de 1936

Nascimento de Bobby Mason em Tripton.

Ele fez parte dos times vencedores da Firts Division nas temporadas 1957-58 e 1958-59, mas perdeu o seu lugar na final da FA Cup de 1960 para Barry Stobart após ter sido titular em todos os jogos anteriores da campanha dos Wolves no torneio.

Um segundo atacante, Mason fez 173 aparições com a camisa dos Wolves e marcou 62 gols antes de partir para o time amador do Chelmsford City.

2. Card de Harry Hooper (eBay)

Quinta-feira, 22 de março de 1956

Os Wolves contrataram o ponta direita Harry Hooper, junto ao West Ham, para ser o sucessor de Johnny Hancocks.

Ele só ficou fora de três jogos de Liga dos Wanderers da temporada seguinte e foi o artilheiro da equipe com 19 gols marcados.

Mas, após a excursão de verão na África do Sul, ele não fez mais nenhuma aparição pelos Wolves e foi vendido ao Birmingham City em dezembro de 1957.

3. Capa do programa oficial da partida (eBay)

Quarta-feira, 22 de março de 1972

Os Wolves avançaram para as semifinais da Uefa Cup após a vitória agregada por 3 a 2 sobre a Juventus, líder da Série A italiana.

O gol de Jim McCalliog, que empatou o confronto na Itália, uma quinzena antes, foi o suficiente para dar uma boa vantagem para os Wolves decidirem em casa.

Danny Hegan e Derek Dougan marcaram para os Wolves após o intervalo em Molineux e, embora Harold Haller tenha diminuído a desvantagem da Juventus, pouco antes do apito final, os Wolves mereceram a classificação. *

* Wolves on this day: History, Facts & Figures from Every day of the Year - John Hendley ©. 

4. John Richards cabeceando a bola durante a partida contra a Juve (Pinterest)

Tradução: Sandro Pontes

sábado, 21 de março de 2020

Hornets neste dia

1936: Vitória sobre o Crystal Palace pela Third Division (South).

Maiores detalhes abaixo.

Boa leitura.

1. Frank McPherson (Pinterest)

Sábado, 21 de março de 1936

O Watford sofreu na partida caseira contra o Crystal Palace pela Third Division (South).

Os visitantes mereciam bem mais que somente um gol no primeiro tempo, mas a excepcional performance de Arthur Woodward conseguiu conter o ímpeto do ataque dos Eagles.

O destino da partida mudou aos 62 minutos quando o capitão do Palace, Jimmy Wilde, derrubou um jogador dos Hornets dentro da área e o árbitro marcou pênalti.

Frank McPherson converteu sua cobrança, restaurando a igualdade no placar (e marcando o último dos seus 77 gols com a camisa do clube), e Tommy Barnett marcou mais dois em cabeceios precisos que tornaram o gol marcado por Bob Bigg, já nos acréscimos do confronto, um mero gol de consolação para os visitantes. *

* Watford On This Day: History, Facts & Figures from Every day of the Year - Matt Rowson ©.

2. Card de Frank McPherson, então jogador do Manchester United (Pinterest) 

Tradução: Sandro Pontes

Wolves neste dia